“Tive prejuízo de R$ 700 mil na Trattoria”, diz dono dos restaurantes Victor

Francisco Urban, gestor de casas como o Bar e Bistrô do Victor, fala, em entrevista ao Bom Gourmet, do sucesso da sua rede e de como lidou com a perda quase milionária em seu empreendimento mais recente

Francisco Urban é um dos nomes mais respeitados na gastronomia curitibana. E pudera: ele comanda há mais de uma década o famoso Bar do Victor, referência em frutos do mar. E não é apenas do restaurante no São Lourenço que ele está à frente. Urban é responsável pelo igualmente renomado Bistrô do Victor (cuja chef é uma das 5 Estrelas do Prêmio Bom Gourmet, Eva dos Santos), pela Petiscaria do Victor (com clima mais informal, em Santa Felicidade), pelo Victor Fish ‘n’ Chips (especializado no prato inglês que lhe empresta o nome) e pela Trattoria do Victor (mais recente empreitada, na Praça da Espanha).

Se hoje as casas de seu grupo são destinos certeiros dos fãs de peixes e das mais diversas delícias do mar, não é a custa de pouco trabalho. “Por muito tempo era eu quem abria e fechava o Bar do Victor todos os dias”, disse o empresário ao Bom Gourmet durante esta sabatina que você acompanhará abaixo. O trabalho diário deu ao gestor a visão necessária para expandir seus negócios. E com qualidade. Suas casas acumulam diversos prêmios, concedidos por diferentes publicações. No Prêmio Bom Gourmet, por exemplo, já levou os troféus nas categorias Peixes, Sobremesa, Chefs 5 Estrelas e Adega

Mas nem tudo foi sucesso imediato. Urban ainda arca com o prejuízo financeiro em uma de suas casas: a Trattoria do Victor. Aberto em 2013, o negócio não vingou da forma planejada. “Não soubemos comunicar a proposta ao público”, diz de direta. O erro custou um desfalque de quase R$ 100 mil por mês no início das atividades. Hoje, ele afirma estar colocando a casa nos eixos — mas ainda operando no vermelho.

Paralelamente, o Bistrô do Victor (no ParkShoppingBarigüi) sofreu dois princípios der incêndio em curto espaço de tempo, o que resultou em dias fechados e mais prejuízo ao grupo.

As perspectivas econômicas também o preocupam. A ponto de declarar que abrir um restaurante já “não é o que as pessoas deveriam buscar”. Nesta entrevista, você acompanha um importante (e muito sincero) relato do dia a dia da gestão de restaurantes, das dificuldades para manter-se no jogo e, acima de tudo, do suor de um conhecedor e apaixonado pela boa gastronomia.

Fonte: Bom Gourmet