06/09/2016 - Restaurantes dão sinais de recuperação econômica

Crescimento real deve acontecer em 2017


O desempenho dos restaurantes no Brasil parou de cair e dão sinais de estabilidade frente a atividade econômica no país, após uma forte crise. Apesar desses números, o crescimento real deverá acontecer apenas em 2017.

Uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), que deve ser anunciada nos próximos dias, mostrará como o setor tem reagido com maior estabilidade nesse momento. De acordo com a entidade, o próximo ano deve ser marcado por um crescimento no faturamento desses estabelecimentos.

Para Alexandre Guerra, presidente do Instituto Food Service (IFB), os primeiros meses de 2016 foram os mais difíceis para o setor, enquanto julho e agosto foram melhores. “A recuperação dos índices de confiança já aconteceu e agora esperamos inflação desacelerando e, depois, redução do desemprego. A recuperação do setor também será paulatina”, acrescentou.

“O que a gente nota é que redes que conseguem passar uma percepção de melhor relação custo/ benefício têm tido performance acima da média. Não é só a questão da promoção em si, mas são ações como o direito a um refil para a bebida ou o prato que pode ser dividido entre duas ou três pessoas, por exemplo”, afirma Salim Moroun, presidente da Bloomin’Brands no Brasil, que reúne empresas como Outback e Abraccio.

No Outback, as vendas de lojas em operação no Brasil há mais de 18 meses subiram 8,8%; com aumento de 3,9% no segundo trimestre, com o desconto da variação cambial. “O Brasil continua a ser um mercado resiliente apesar do ambiente difícil”, afirmou Liz Smith, presidente da Bloomin’ Brands.

Segundo o levantamento feito pela Abrasel, a maioria dos empresários acredita que o segundo semestre será melhor que o primeiro. Em uma pesquisa anterior, 66% das pessoas acreditavam que teriam um ano pior ou muito pior, em um levantamento feito com 700 empresas entrevistadas.

A pesquisa também mostrou que 25% das empresas tiveram ganhos de rentabilidade no segundo trimestre; enquanto no primeiro trimestre, um terço das empresas disseram que a rentabilidade havia ficado estável ou caído.

Fonte: Food Service News
www.foodservicenews.com.br