05/10/2016 - Brechó com equipamentos de restaurantes é tendência em SP

Com o fechamento de bares e restaurantes durante a crise econômica, a compra e venda de equipamentos inaugurou uma nova forma de negócios – uma espécie de brechó com produtos para bares e restaurantes. De acordo com uma apuração feita pelo Estadão, ao menos cinco estabelecimentos foram encontrados em São Paulo com essas características.

Os estabelecimentos são marcados pela venda de equipamentos novos, mas também ofertam, em maior número, produtos usados. Segundo os comerciantes, o público está demandando equipamentos usados, tanto para novos negócios, quanto para modernização das estruturas. O grande atrativo é que os preços podem custar a metade de produtos novos.

“Há cinco anos, esse tipo de venda era muito tímida e desde então vem aumentando, a ponto de ser hoje 25% maior do que o movimento de produtos novos”, afirma Adriana Domingues, da Monte Sua Loja, na região da 25 de março. De acordo com ela, os equipamentos usados se tornaram o carro-chefe da empresa, que antes comercializava apenas produtos novos.

Segundo Thiago Micaroni, proprietário do Chapadão Equipamentos, em Campinas, a origem dos seus produtos são grandes restaurantes que não suportaram os efeitos da crise econômica. “Está havendo uma diminuição no mercado de restaurantes para classe média e média alta. Eles estão fechando e restaurantes menores, de periferia, estão absorvendo esses equipamentos”, conta.

Um dos exemplos é a pizzaria Villa Roma, aberta em julho deste ano, que usou equipamentos usados no negócio. De acordo com Gabriel Marques, proprietário do estabelecimento, a diferença de preço foi de, pelo menos, 30%. “Chegamos a pagar entre 30% e 90% do valor de um equipamento novo”, conta.

Joaquim Saraiva, membro do Conselho de Administração da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) em São Paulo, explica que a revenda pode não ser tão lucrativa para quem está vendendo. “A desvalorização do produto para revenda é alta. É (um negócio) bom apenas para quem compra”, pontua.

 

Fonte: Food Service News
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