17/10/2017 - Abrasel no Paraná participa de encontro que discutirá revitalização urbana no Vale do Pinhão

Café da manhã no Espaço Bom Gourmet reuniu cerca de 30 agentes engajados no movimento de revitalização urbana no Vale do Pinhão

Agentes públicos, privados e acadêmicos engajados num mesmo objetivo: a revitalização urbana da região do Vale do Pinhão e as oportunidades geradas por um movimento que promove a sinergia de interesses variados. Foi com esta visão em comum que cerca de 30 representantes de entidades, investidores e parceiros do movimento Reação Urbana participaram na última terça-feira (10) de um café da manhã no Espaço Bom Gourmet, da Gazeta do Povo.

A pauta, além do debate gerado pela revitalização urbana do território delimitado inicialmente entre os bairros Rebouças e Prado Velho, foi o Laboratório de Reação Urbana no Vale do Pinhão, exercício coletivo para propostas e debates, que acontecerá entre os dias 26 e 29 de outubro no Engenho da Inovação.

Entre as entidades engajadas no movimento iniciado pelo Instituto de Pesquisa Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), a Agência Curitiba, a startup Reurb, setores acadêmicos da UFPR, PUC-PR, UP e UTFPR e HAUS, estão a Federação do Comércio do Paraná (Fecomércio), a Associação de Bares e Restaurantes do Paraná (Abrasel) e a Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura no Paraná (Asbea-PR). Grupos de investidores do mercado imobiliário e das áreas hospitalar, de entretenimento, serviços, tecnologia e inovação também devem contribuir com o movimento.

No debate que se seguiu à apresentação do movimento Reação Urbana, feita pelo arquiteto e professor universitário Orlando Ribeiro, vice-presidente da Reurb, sugestões foram levantadas pelos agentes. As necessidades da região, como a falta de segurança pública e iluminação em algumas vias, e as oportunidades muitas vezes mal aproveitadas pelo setor de comércio e serviços estiveram entre os pontos levantados por Luciano Bartolomeu, diretor da Abrasel-PR.

“O Plano de Desenvolvimento do Bairro está em aberto, apenas a delimitação do território foi definida para as leis de zoneamento e políticas públicas da região. Além da preocupação em evitar a gentrificação (afastamento dos moradores atuais), precisamos engajar a sociedade civil organizada e a iniciativa privada de forma que todos entendam as oportunidades e vocações daquela área urbana, para evitar o prejuízo econômico de alguns investidores por falta de conhecimento urbanístico local”, explica Ribeiro.

Fonte: Gazeta do Povo