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O Sirène, maior rede de fish n’ chips da América do Sul, comercializou mais de 50 toneladas de peixes e batatas no ano de 2019, em suas oito lojas, quatro delas em Curitiba e outras quatro nas cidades de Brasília, Florianópolis, Belo Horizonte e Balneário Camboriú, atendendo mais de 182 mil pessoas. Sucesso de público e crítica, a marca tem contribuído para popularizar o tradicional preparo inglês no Brasil, receita que se destaca pelo sabor e, também, pelo valor bem acessível. Isso só foi possível graças à desistência da mãe de um dos sócios, que abriria em família uma livraria de obras jurídicas na Rua Trajano Reis, tradicional reduto boêmio no bairro São Francisco, em Curitiba.

Vindo de uma família que trabalhou em livrarias a vida inteira, o advogado Afonso Natal Neto alugou o imóvel onde está localizada a primeira unidade do Sirène com um propósito muito claro: empreender uma livraria jurídica e um café em parceria com a sua mãe, experiente no segmento. O contrato de locação do imóvel, localizado no número 150 da Trajano Reis, foi assinado em uma sexta-feira de julho de 2015, pouco antes de Afonso Neto embarcar para um período de férias na Austrália. Veio o inesperado: sua mãe tinha desistido da sociedade.

“Ela me mandou um e-mail e disse que como estava aposentada, queria descansar. Eu, que sempre frequentei a Trajano Reis, pensei: vou abrir um bar. Mas não poderia ser um boteco. Ele precisava de um diferencial. Como estava na Austrália, fui ver o que tinha de diferente por lá e, por ser uma colônia inglesa, rolava muito fish & chips”, conta o advogado, que comanda o negócio ao lado do advogado Lucas Lopes Muller, do administrador Alexandre Lopes, e do fotógrafo Raphael Umbelino. Entre encontrar os sócios, colocar as ideias em ordem e fazer a casa, de fato, funcionar, passaram-se sete meses. Em janeiro de 2016, o Sirène – nome em homenagem ao Delirium Café, uma das cervejarias mais tradicionais de Bruxelas, que também oferece fish & chips no cardápio – abriu as suas portas com um investimento inicial de R$ 60 mil.

No ano passado, além das 30 toneladas de batata e das 22 toneladas de peixe comercializadas nas porções de fish n’ chips, acompanhadas por vários tipos de molhos, o Sirène vendeu milhares de unidades do Sandufish, sanduíche exclusivo da casa preparado com peixe empanado, pão francês, cebola caramelizada, molho tártaro e rúcula, e exatos 120.000 litros de chope artesanal. E eles não param por aí: “Nós costumamos dizer que somos filhos da crise. Entramos com um produto novo no mercado baseado em três pilares: preço justo – nem caro nem barato –, produto de qualidade e excelente atendimento. Conseguimos crescer na crise, agora esperamos nadar de braçada, considerando uma retomada da economia”, projeta Afonso.

Franquias

Das oito unidades em operação, três são tocadas pelos próprios sócios e as outras são franqueadas, entre elas a unidade inaugurada no Shopping Jockey Plaza, em Curitiba, que segue um novo modelo de negócios da rede, que se encontra em fase de teste. A novidade conta com o cardápio assinado pelo jovem chef André Pionteke, uma das grandes referências da nova geração da gastronomia paranaense, e traz um menu mais amplo, com pratos individuais, porções para dividir com a galera, saladas, sanduíches e sobremesas. Os preparos, obviamente, trazem a identidade da marca, que explora os peixes e batatas, traduzidos em vários formatos, como croquetes, nuggets e, até mesmo, pururuca de tilápia. Para o ano de 2020, a rede Sirène pretende inaugurar, pelo menos, 10 novas unidades pelo Brasil.

De acordo com Afonso Neto, o investimento para abrir uma unidade Sirène gira em torno de R$ 200 mil. O formato das lojas exige um imóvel com metragem a partir de 80 m2. Além disso, o modelo do negócio funciona com uma equipe enxuta com, em média, 5 pessoas, podendo variar com movimento e tamanho do bar, entre cozinha, balcão e atendimento. “Estão aparecendo interessados novos todos os dias. A procura está grande, mesmo sem investimentos maciços nas franquias”, conta o empreendedor.

Estima-se que cada unidade franqueada Sirène fature, aproximadamente, R$ 1 milhão por ano em condições normais de funcionamento, com lucro líquido médio de 15% do faturamento e tempo de retorno em até 24 meses, dependendo da praça e do investimento. “Estamos homologando fornecedores para atuar em todo o Brasil. Esperamos fazer com que o Sirène chegue a mais regiões e cidades do país”, completa Afonso.

A rede Sirène Fish & Chips conta com oito unidades espelhadas pelas cidades de Curitiba (PR), Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Balneário Camboriú (SC) e Florianópolis (SC). Para conhecer todos os detalhes sobre a marca, com cardápios completos e endereços, acesse o site www.sirene.com.br.

Fonte: https://xvcuritiba.com.br/empreendedorismo-a-quase-livraria-juridica-que-virou-a-maior-rede-de-fish-n-chips-da-america-do-sul/

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