pr.abra
Associação Brasileira de Bares e Restaurantes
Seccionais e Regionais
  • Abrasel
  • Notícias
  • Agenda
  • Associe-se
  • Parceiros
  • Fale Conosco
  • Pesquisa Coronavírus

  • Home
  • Conexão Abrasel
  • Abrasel
  • Notícias
  • Agenda
  • Associe-se
  • Parceiros
  • Fale Conosco
  • Pesquisa Coronavírus
  • Fale Conosco
  • Revista B&R
Seccionais e Regionais

Norte

  • Seccional Tocantins
  • Seccional Amazonas
  • Seccional Pará
  • Seccional Rondônia
  • Seccional Acre
  • Seccional Roraima
  • Seccional Amapá

Nordeste

  • Seccional Ceará
  • Seccional Piauí
  • Seccional Rio Grande do Norte
  • Regional Litoral Sul Potiguar do Rio Grande do Norte (Pipa)
  • Regional Oeste Potiguar
  • Seccional Alagoas
  • Seccional na Paraíba
  • Regional Agreste da Paraíba
  • Seccional Sergipe
  • Seccional Bahia
  • Regional Costa do Descobrimento na Bahia
  • Seccional Maranhão
  • Seccional Pernambuco

Centro-Oeste

  • Seccional Distrito Federal
  • Seccional Goiás
  • Seccional Mato Grosso
  • Seccional Mato Grosso do Sul
  • Regional Costa Leste
  • Regional Serra da Bodoquena/MS

Sudeste

  • Seccional São Paulo
  • Regional Alta Mogiana (Ribeirão Preto SP e Região)
  • Regional da Região Metropolitana de Campinas
  • Seccional Minas Gerais
  • Regional Campo das Vertentes
  • Regional Jequitinhonha MG
  • Regional no Norte de Minas Gerais
  • Regional Serras de Minas
  • Regional Sul de Minas
  • Regional Triângulo Mineiro
  • Regional União do Oeste
  • Regional Vale do Aço
  • Regional Zona da Mata
  • Vale do Rio Doce
  • Seccional Rio de Janeiro
  • Abrasel Regional Leste Fluminense RJ
  • Regional do Sul Fluminense RJ
  • Seccional Espírito Santo

Sul

  • Seccional Paraná
  • Regional Campos Gerais
  • Regional Centro Sul do Paraná
  • Regional Noroeste do Paraná
  • Regional Norte do Paraná
  • Regional Oeste do Paraná
  • Seccional Rio Grande do Sul
  • Regional Hortênsias
  • Seccional Santa Catarina

Pensar no coletivo: uma saída para reduzir desperdício na cadeia

  • PUBLICADO EM: 07/09/2020
  • Tempo estimado de leitura: minuto(s).

A gastronomia social e a sustentabilidade do campo à mesa, um dos caminhos possíveis para o combate à fome em escala mundial, foram o foco do talk do Hack pela Gastronomia protagonizado por João Ferraz, da Casa do Carbonara, de Gabi Mahamud, do Good Truck e autora do blog Flor de Sal, do Bom Gourmet, e Adriana Salay Leme, pesquisadora e historiadora e colaboradora do projeto Quebrada, do restaurante Mocotó (SP).

O debate ganhou contorno críticos em relação ao comportamento aos modos de produção e distribuição dos alimentos. "Temos 29 mil pessoas que morrem por dia de fome no mundo. Só em Curitiba, são 18 toneladas desperdiçada de comida na Ceasa. Não é problema de produção. A gente precisa olhar para como ela é distribuída".

Nesse cenário, Gabi acredita que é urgente mudar os modos de consumo. "Quando existe abundância, as pessoas tendem a não dar valor, a não olhar para o outro. É difícil mudar isso sem sair desse modo de consumo e pensar mais em colaboração", disse. Estudos mostram que 30% dos alimentos que compramos são desperdiçados e ela acredita que uma boa estratégia para chamar a atenção para esse desperdício é tocar na questão financeira. "É mostrar que se a pessoa gasta R$ 1 mil em comprar, está jogando R$ 300 fora".

Adriana traz como exemplo contra o desperdício o trabalho feito no restaurante Mocotó, em São Paulo, que otimizou o processo de pré-produção e criou um trabalho de conscientização dos clientes. "Quem trabalha no salão é orientado a incentivar os clientes a pedirem menos pratos de uma só vez, para evitar que exagerem e façam a comida sobra no prato e ir pro lixo".

Na mesma linha, mas com uma visão mais macro, João acredita que um nos problemas para que tanta comida desperdiçada chegue para quem não tem acesso a ela, está relacionado à logística de distribuição. "A logística é privatizada por grandes grupos e a comida só chega aonde há interesse. Tem uma questão cultural e estrutural e em um país desigual, a questão cultura, que está relacionada a hábitos e consumo, fica em segundo plano. Enquanto o governo não olhar para essa mudanças, os grandes supermercados vão seguir priorizando a distribuição, que passa pela grande cadeia", aponta.

Hábitos de consumo

Segundo Adriana, o hábito de consumo de alimento processado, que reforça o poder da indústria alimentícia, é muito flagrante no projeto Quebrada, no qual é colaboradora. "A gente começou a distribuição das cestas compradas prontas. Aí percebemos estávamos entregando muitos processados e decidimos montar as cestas sem eles e incluímos vegetais comprados direto do produtor. Volta e meia alguém pergunta sobre os alimentos mais industrializados - é o que fica na esfera do desejo", comenta. Em cima dessa constatação, os projeto vai começar a oferecer oficinas de cozinha sustentável, com alimentos mais saudáveis.

Para Gabi, que estudo a relação dos alimentos com o aspecto psicológico do consumo, os hábitos da maioria da população são reflexo do modelo econômico, que obrigada as pessoas a viverem em função do trabalho e buscar pequenos prazeres na comida. "Açúcar e gordura acabam entrando na linha de consumo, pois produzem serotonina rápida", diz, referindo-se à substância reguladora do prazer.

João vai mais longe ao apontar o êxodo rural como decisivo para a mudança de hábitos, já que afastou o home do campo. "As pessoas desaprenderam a cozinhar e esse desprender foi o passo para apoio ao industrializado. Passei por um momento curioso no início da pandemia, quando estava em Nova York. Fui a um grande mercado local e constatei que o setor dos congelados e refrigerantes estava vazio, enquanto sobrava hortifutti", relembra.

Diante desse cenário, como fazer o modo de consumo mudar, diminuindo o consumo em larga escala de alimentos processados e fortalecendo as cadeias produtivas locais, com ênfase aos alimentos vindos direto do produtor? Para João, os chefs têm um papel importante nesse cenário. "O chef não é o super homem, mas há algum tempo temos mais clareza dos processos de conscientização e precisam ser politicamente mais atuantes, com dados concretos e propostas de mudanças".

Para Gabi, um dos caminhos em busca da sustentabilidade da cadeia alimentícia é responsabilizar todos os envolvidos no processo, do produtor ao consumidor final. "É preciso pensar no coletivo e sair na esfera individual. A mudança, mesmo que pequena, pode mudar muita coisa e impacta o outro, que tem a mesma importância que você. A gente só faz parte de um grande sistema, que inclui as pessoas e o meio-ambiente".

Olhar o cenário como um todo, de uma maneira holística, também é a sugestão de João. "Os restaurantes deveriam pensar no todo, incluindo o cuidado com os funcionários. Todos os restaurantes deveriam olhar de um modo consciente de como compram, como usam e como entregam a comida. Enquanto a gente não entender que tudo está relacionado, não mudamos".

Por fim, Adriana acredita que o caminho é pensar simples. "O que vejo para a gastronomia é voltar à simplicidade das coisas", finaliza."
Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/bomgourmet/hack-pela-gastronomia/consciencia-coletiva-e-apontada-como-uma-das-saidas-para-reduzir-desperdicios-na-cadeia-produtiva-da-gastronomia/

Notícias Relacionadas

Seminário debate falta de clareza sobre custos da mudança na jornada 6x1

Inflação de janeiro mostra recomposição de margens no setor

Preço da cerveja sobe menos nos bares e restaurantes do que nos supermercados

Carnaval aposta em bebidas prontas para consumo e abre janela de oportunidade

Comentários

Últimas Notícias

Seminário debate falta de clareza sobre custos da mudança na jornada 6x1

Inflação de janeiro mostra recomposição de margens no setor

Preço da cerveja sobe menos nos bares e restaurantes do que nos supermercados

Carnaval aposta em bebidas prontas para consumo e abre janela de oportunidade

Abrasel aponta riscos para o delivery com texto de projeto dos entregadores

Pesquisa nacional vai mapear práticas de sustentabilidade no setor de alimentação fora do lar

ABRASEL - Associação Brasileira de Bares e Restaurantes é uma organização de cunho associativo empresarial que tem como missão representar e desenvolver o setor de alimentação do fora do lar, construindo um Brasil mais simples e seguro de se empreender e melhor para se viver.

MENU

  • Abrasel
  • Notícias
  • Agenda
  • Associe-se
  • Parceiros
  • Fale Conosco
  • Pesquisa Coronavírus
  • Política de Privacidade

Endereço

Associação Brasileira de Bares e Restaurantes - Seccional Paraná
CNPJ: 01.718.629/0001-34
Travessa da Lapa, 96 Edifício Providence, salas 51, 52, 53 e 54, Centro, Curitiba, Paraná,
CEP 80.010-190


Contato

Associe-se
Copyright © - Abrasel - Todos os direitos reservados