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Lomitos, Chicharron, Jalea, Anticuchos... o que são?

São petiscos peruanos, que agora se incorporam ao cardápio do restaurante Peruano – Gastronomia e Cultura, para aproveitar a Primavera e oferecer saborosas sugestões para o happy hour.

Verdade que o chef Fernando Matsushita estava esperando por dias melhores, menos frios e mais ensolarados. Mas, como já havia programado, mesmo assim lançou o menu diferenciado, exatamente com o propósito de atrair as pessoas para bebericar algum drinque típico, acompanhado de algumas tapas, naquilo que decidiu chamar de Gastropub.

Matsushita é um apaixonado pela cozinha e por suas origens. Nascido em Lima (capital peruana), morou no Japão e, com isso, assimilou na prática todas as vertentes da fusão entre as duas linhas gastronômicas, muito comuns no Peru e na difusão da comida daquele país pelo mundo.

Depois de exercer outras atividades, durante um bom tempo ficou escondido, no subsolo de um supermercado ali na região do Tarumã. Mas nem assim deixou de ser muito bem frequentado, porque, de boca em boca, a informação se espalhava e os curitibanos descobriam uma autêntica casa de cozinha peruana.

Patacones, medalhões prensados de banana-da-terra chips, acompanhados de guacamole| Foto/ Anacreon de Téos
Desde 2017 está na atual localização, naquela linda casinha vermelha no alto do Cristo Rei (escrevi na ocasião sobre essa mudança, confira aqui), onde, ao lado da inseparável parceira, a esposa (a brasileira Ilza), tem apresentado experiências incríveis, com todas as vertentes da cozinha peruana.

Depois de estabelecido como restaurante, no ano passado lançou a parrilla, na parte externa da casa. Tudo feito por ele, durante o pico da pandemia, inclusive a pintura típica e colorida do Peru nos muros ao redor do espaço (confira o que publiquei a respeito).

As tapas

Enamorada, o drinque para um brinde típico peruano. | Foto/ Anacreon de Téos
Pois agora chegou a hora de apresentar os petiscos de seu país. De quinta a sábado, toda semana, o Peruano oferece o menu de beliscos, com o que de melhor representa a comida de rua e os botecos lá do país andino.

E tudo começa com um drinque típico. Que pode ser o conhecido Pisco (R$ 27,50) ou o novo Enamorada (R$ 25), que leva Chicha morada (é um suco de milho escuro), vodca ou rum, limão e hortelã e tem um tom avermelhado, bonito. Isso sem contar Mojito, Cuba Libre, Caipirinha e outros universais.

Para petiscar, dá para começar com os Patacones (R$ 12), que são medalhões prensados de banana-da-terra chips, acompanhados de guacamole. Ou senão uma Causa cebichera, que é uma fusão entre dois pratos tradicionais: por baixo, uma causa (aquele purê de batata, quase sempre recheado), e por cima o ceviche. Mas também há outras variações do Cebiche, que são o Clássico (R$ 42), o A Lo Macho (muito picante, R$ 46,90) e o Cremoso (com creme cítrico, R$ 46,90).

Causa cebichera, dois clássicos, causa e ceviche, juntos. | Foto/ Anacreon de Téos
Por falar em batatas – e são centenas de variações lá no Peru -, o cardápio também oferece Papa rellena (R$ 22, duas unidades), que é um bolinho de batata recheado com carne e frango, acompanhado de salsa criolla e molhos – alguns mais, outros menos apimentados.

Se o desejo for por algo mais consistente, dá para pedir Milanesa ponja (R$35), com 300g de copa lombo suína empanada na farinha panko, com dois molhos e salada da casa. Ou, então, Sanguches, que são os sanduíches à moda peruana, com três opções de recheio: frango, carne suína ou tilápia, este último de um resultado de sabor cativante (os preços variam entre R$ 16,90 e R$ 21).

Mas, é claro, não poderiam faltar as Empanadas. Que, ao contrário do que muitos poderiam imaginar, não são originárias da Argentina ou do Chile e sim da Espanha e, por isso, estão difundidas em todos os países por eles colonizados. Só que a empanada peruana é diferente das demais, podendo ser recheadas de carne, frango ou mignon salteado. O toque característico é que algumas delas levam uma polvilhada de açúcar – de confeiteiro - na hora de servir, proporcionando um inusitado e provocante contraste de sabores. A porção, com três empanadas, custa R$ 27.

Falando em açúcar, para a turminha do doce tem algumas sobremesas, que Ilza faz questão de levar à mesa. São Alfajores com doce de leite e outras variações para adocicar a saída.

O menu especial de happy hour é servido de quinta a sábado, das 18h às 22h, tanto na área externa, como lá dentro da casinha vermelha.

Mas o cardápio normal continua sendo proposto no horário normal do restaurante: diariamente, das 11h30 às 14h30 para almoço e, de segunda a sábado, das 18h às 22h – fechamento da cozinha, mas o restaurante permanece aberto até às 23h -, para jantar.

Alfajores e as delicadas sobremesas peruanas...| Foto: Anacreon de Téos
Peruano – Gastronomia e Cultura
Avenida Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco 675 – Tarumã

Fone: (41) 3045-6711

Instagram: @peruanogastronomia
Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/panela-do-anacreon/petiscos-e-beliscos-andinos-para-o-inusitado-happy-hour-do-peruano/
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