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Anunciado há menos de um ano, o Pix já começa a ser usado em todo o território nacional. Os bancos disputam os cadastros de chaves de seus clientes e, aos poucos, o sistema de transferência de valores ganha tração. Mas muitos donos de bares e restaurantes ainda têm dúvidas, tanto para receber valores como para usar o Pix na gestão. Confira a seguir cinco perguntas e respostas comuns sobre o uso do sistema no dia a dia do seu bar ou restaurante.

1) O Pix é seguro?

Resposta rápida: sim, é muito seguro. Como em toda introdução de nova tecnologia, esta dúvida surge logo de cara. Foi assim com o cartão com chip, por exemplo. O Pix, desenvolvido pelo próprio Banco Central, se aproveita de várias camadas de segurança já usadas no sistema bancário, além de práticas hoje comuns para o usuário de aplicativos financeiros, como o acesso por biometria. Além disso, como é uma transação instantânea, fica fácil verificar se foi completada na hora do pagamento.

2) As taxas são vantajosas?

Para as pessoas físicas e MEI não há taxas. Mas mesmo para as pessoas jurídicas elas tendem a ser bem mais vantajosas do que as praticadas pelos bancos hoje. Algumas instituições financeiras e fintechs (como são chamadas as startups do setor) já anunciaram até mesmo que não irão cobrar das empresas por transações via Pix. Na verdade, ainda leva um tempo para isso se consolidar, então o melhor é ficar atento às oportunidades. A filosofia do Banco Central é estimular a competição.

Com ela, a tendência é que os bancos, fintechs, cooperativas de crédito e outros operadores (já existem quase mil instituições cadastradas) disputem para ver quem oferece mais vantagens – a taxa menor é uma delas.

3) O Pix vai substituir os cartões?

Ainda é muito cedo para fazer apostas como esta. Mas a opinião dos especialistas é de que, no começo, o sistema tenha mais impacto nos pagamentos em dinheiro e depois vá ampliando para outras modalidades. Isso porque as pessoas tendem a experimentar primeiro com valores baixos, de pagamentos no cotidiano. Além disso, cartões trazem serviços agregados (como a possibilidade de dividir o pagamento em parcelas) que o Pix, neste momento, não terá.

4) Como posso me aproveitar melhor do Pix imediatamente?

Há dois aspectos principais a se considerar. O primeiro é no salão, com o pagamento por parte dos clientes. Vale pensar no fluxo de pagamentos atual e tentar encontrar saídas criativas para o uso do Pix que agilizem o atendimento. O uso de um QR Code (que se tornou comum para acesso aos cardápios em 2020) facilita e agiliza o pagamento – só é preciso ficar atento para checar se o pagamento foi mesmo concluído.

Com o tempo, vai haver a integração com as maquininhas e com o sistema de gestão, tornando isso ainda mais fluido. Além disso, o pagamento sem contato hoje é uma modalidade que muitos clientes preferem. O segundo aspecto a se considerar é o uso do Pix para pagamentos do estabelecimento – a fornecedores ou mesmo colaboradores - substituindo os famigerados boletos, DOCs e TEDs. Isso deve facilitar inclusive as entregas.

Como o Pix é instantâneo, o fornecedor não precisa esperar o boleto compensar ou o DOC cair na conta para fazer a entrega. Isto pode ser uma vantagem grande para quem tem algum problema de dívida, por exemplo.

5) A que pontos devo ficar atento hoje e para o futuro?

Quem irá ditar o ritmo de aumento no uso do Pix é seu cliente. Mas convém estar preparado e alerta às oportunidades criadas. A primeira e mais óbvia é na sua relação com as instituições financeiras. Como você pode cadastrar chaves do Pix em mais de uma (para pessoas físicas o limite de chaves é 20) há um poder de negociação que deve ser usado para conseguir vantagens.

Neste caso, informação é essencial, então procure estar atento ao que se passa no mercado. Mais do que evitar perder vendas, o Pix pode também ser usado para incrementá-las. Comunicar aos seus clientes que você aceita o sistema de pagamentos pode ser uma vantagem imediata em relação aos concorrentes. Uma das apostas do mercado é que o sistema terá adesão mais imediata dos jovens.

Então esse é um público que pode ser trabalhado nas redes sociais do bar ou restaurante através do tema. Outra atitude imediata é checar quais são possíveis problemas no fluxo, principalmente se a demanda aumentar nos próximos meses. O sistema de gestão de loja está preparado? A equipe está bem treinada para lidar com o assunto na frente do cliente? A sinalização no bar e restaurante está adequada? Além de antever problemas, fazer perguntas como estas e conversar com os funcionários também pode ajudar a enxergar oportunidades.

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