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Pouco mais de uma semana após a prefeitura de Curitiba realizar um evento de inauguração de um memorial na cidade, os empresários do setor elaboraram um manifesto em que expressam a insatisfação de como tem sido prejudicados pelos decretos sanitários para conter o avanço da Covid-19.

De acordo com eles e através de imagens publicadas nas redes sociais, o prefeito Rafael Greca (DEM) teria descumprido as próprias medidas restritivas, como a realização do evento em si, proibido desde o início da pandemia, a aglomeração de pessoas, a falta de distanciamento social, entre outros.

Na última quarta (19), os profissionais fizeram um protesto em frente a prefeitura para mostrar a insatisfação por estarem há 14 meses com o trabalho limitado, e contestando o evento realizado pela prefeitura. Segundo os organizadores, nenhuma resposta foi dada pela administração municipal sobre as demandas do setor.

Veja o artigo de opinião do presidente do núcleo de eventos da seccional paranaense da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-PR), Julio César Hezel, sobre a situação do mercado de eventos em Curitiba:

“Não confundam o setor de eventos com baladas e festas clandestinas”. É isso que os proprietários das casas de eventos controlados e com protocolos de segurança, de eventos sociais, buffets infantis e correlatos, tentam explicar à prefeitura de Curitiba e à secretaria municipal de saúde desde o início da pandemia.

Por que tantas cidades da região metropolitana e do Brasil, já podem realizar pequenos eventos, mas em Curitiba ainda não está permitido?

Tanta omissão e tanto descaso, mesmo após inúmeras tentativas de diálogos, levam a crer que a prefeitura de Curitiba entende que o setor de Eventos é o grande vilão da pandemia, mesmo parados e fechados há 15 meses.

O setor de eventos foi o que mais contribuiu para a não propagação do vírus da Covid-19, mantendo suas portas fechadas desde março de 2020 em um sacrifício em prol da sociedade, sem receber nenhum tipo de ajuda.

Buscamos incansavelmente oportunidades para apresentar propostas e debater soluções. Também buscamos entender onde estão os argumentos técnicos e os estudos do Comitê de Ética Médica, que comprovem se realmente os eventos controlados são ambientes transmissores do vírus.

Mas, se a prefeitura pode realizar um evento como a inauguração do Memorial Paranista, com beijos, abraços e aglomerações, nós, profissionais do setor de eventos controlados, sabemos fazer eventos ainda melhores e mais seguros para a família Curitibana.

Só queremos a dignidade de trabalhar respeitando as normas, as leis e a constituição."

*Julio César Hezel, é presidente do núcleo de eventos da Abrasel-PR.


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