pr.abra

Restaurantes, bares e lanchonetes seguem com o atendimento total permitido por mais duas semanas em Curitiba, de acordo com o novo decreto sanitário publicado no final da tarde desta quinta (2) pela prefeitura. O documento prorroga pela segunda vez a decisão que liberou a capacidade em 100% do permitido pelo Corpo de Bombeiros.

Com isso, as medidas já em vigor desde o começo de novembro seguem válidas até o dia 16 de dezembro sem alterações. E também mantém a obrigatoriedade do uso de máscara de proteção em ambientes de uso público ou coletivo, e a proibição do consumo de bebidas alcoólicas em vias públicas (exceto feiras livres e de artesanato).

Segundo a secretaria municipal de saúde, os dados que balizam as restrições tiveram uma leve alta desde o último decreto, com a pontuação passando de 1,35 para 1,39. Mas, isso ocorreu por conta da desativação de leitos exclusivos para a Covid-19 que já não estavam mais sendo utilizados, o que influencia na contagem dos indicadores.

A ocupação de leitos de enfermaria e de UTI exclusivos no SUS está em 35% e 33%, respectivamente. E, pelo terceiro dia consecutivo, não foram registrados óbitos por complicações causadas pelo coronavírus.

Restrições

Relembre quais são algumas das medidas restritivas ainda em vigor em Curitiba de acordo com o decreto 1.970/2021, que prorroga o 1.850/2021 em vigor desde 4 de novembro:

  • Não poderá haver circulação de pessoas consumindo alimentos e bebidas no estabelecimento.
  • Devem observar a capacidade máxima de ocupação.
  • Mesas para consumo devem ser higienizadas antes e após a utilização.
  • Uso de máscaras de proteção para todos os clientes e funcionários durante o período de permanência dentro e fora do estabelecimento.
  • Somente permitida a retirada da máscara pelos clientes durante o consumo e quando sentados, devendo recoloca-la o mais breve possível.
  • Manter os ambientes bem arejados ou equipamentos de ar condicionado com filtros e dutos limpos e manutenção e limpeza periódica.
  • Disponibilizar equipamentos para a higienização das mãos, como álcool em gel 70% ou pias providas de água corrente, sabonete líquido e toalhas de papel descartáveis com lixeira acionada por pedal.
  • Pagamento de contas e comandas preferencialmente por meios eletrônicos sem contato, e com a disponibilização de álcool em gel 70% imediatamente para a higienização das mãos.

Todos os protocolos para cada tipo de operação estão disponíveis no site especial para o coronavírus da prefeitura de Curitiba.

Passaporte da vacina

Por outro lado, Curitiba ainda não definiu qualquer medida a mais para prevenir o contágio da variante ômicron do coronavírus, como outras cidades brasileiras já estão fazendo. A cidade não tem nenhum caso registrado.

Nesta quinta (2), o Rio de Janeiro passou a exigir o comprovante de vacinação para acesso a bares, restaurantes, lanchonetes e refeitórios. O secretário municipal de saúde, Daniel Soranz, afirmou ao G1 que “será quase impossível andar sem comprovante de vacinação [na cidade]”.

Ao Bom Gourmet Negócios, o presidente da seccional paranaense da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-PR), Nelson Goulart Junior, disse que a exigência do chamado “passaporte da vacina deve ser uma escolha livre dos empreendedores, e não uma imposição por lei”.


Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/bomgourmet/mercado-e-setor/restricoes-atendimento-bares-restaurantes-curitiba/
Copyright © 2021, Gazeta do Povo. Todos os direitos reservados.

Comentários